quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A triste história de um homem chamado Revisnaldo

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Suspeito de que não poderia descer as escadas, Revisnaldo ficou sentado em sua cama durante toda a noite, acordado, pensando, tremendo, suando. Não era uma das pessoas mais corajosas do mundo, quem dera fosse. Para tomar água, ele levava o copo até os médicos ou para alguém fazer exames e aprovar que ele bebesse, pensava que tudo tinha veneno. Além de medroso, ele era muito metódico, tudo precisava ser do jeito dele, uma poeira fora do lugar o tornava o maior assassino do universo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O picolé azul

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Eu acordei no espaço, quando vi estava sentado  na ponta de um planeta triangular que nunca havia visto ou pesquisado na Wikipédia anteriormente. É engraçado, porque eu não faço ideia de como fui parar aqui. Bem, uma pequena descrição sobre o lugar seria legal: grande, enorme, imenso, huge (fiz cursinho de inglês). O chão era uma grama azul congelada, tinha gosto de picolé de tutti-frutti. Não consegui ver qualquer rua, mas todo o planeta era completo por prédios irregulares em forma de árvores de Natal, sem os enfeites. As pessoas, se eu puder chamá-las assim, tinham cabeça de humano, mas incrivelmente menores, no lugar das pernas eles tinham uma cauda.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O homem dos quadros

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O cenário era caótico naquela pequena casa abandonada. As almofadas rasgadas, brinquedos quebrados e com impressão de estarem há muito tempo sem ninguém para utilizá-los. Apenas uma lâmpada estava acesa, mas ela piscava tanto que não demoraria para que a escuridão tomasse conta do lugar. Não era a toa que ninguém jamais ousava a se aproximar do local. Por fora a casa tinha a impressão de ter sido queimada completamente, mas continuava em pé, com o mesmo formato. Era de madeira, estranhamente bizarra, os dois lados do teto subiam desde o chão e se encontravam no topo, formando uma pirâmide, ou quase isso.