sábado, 8 de junho de 2013

Eu não sou um Super Herói: o dia seguinte

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Existem coisas na vida que nós não podemos escolher: quando nascemos, a cor do nossos olhos, quem é a nossa família, quais serão os colegas chatos que  nos atrapalharão a cada minuto na escola ou no trabalho. E, apesar de podermos mudar um ou outro elemento, no final das contas continuamos sendo nós mesmos. É impossível apagar a existência, pois não importa quanto tempo ficamos no mundo, ainda seremos parte da história. Bem, 99% da humanidade pode falar isso, menos eu e os que foram destinados.

Ser um super herói não é algo que acontece por causa de uma picada de aranha ou porque você tem muito dinheiro. É fácil contar histórias em revistas coloridas e torcer para que todo o universo bata palmas no final. Não, esse é um negócio muito mais complexo do que você ou qualquer um de nós possa imaginar, e eu sei bem, porque passei trinta anos da minha vida tendo que trabalhar com isso, sendo escravo de dons que eu nunca pedi e jamais pensei em ter. Mas isso é passado agora, porque ontem eu fui demitido.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Uma luz bem no meio do nada

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A escuridão naquele vasto campo deixava até o animal mais forte do universo com medo. O frio poderia cortar a pele de qualquer ser vivo em apenas um segundo, mas não havia nem ao menos um floco de neve naquele local. O campo era vasto, a grama de um verde que causaria cegueira à luz do dia, mas o que impressionava mesmo é que nunca amanhecia, a noite tomava conta desde que o Mundo havia nascido. Não faltavam árvores para cercar toda aquela imensidão, além de grandiosas pedras do tamanho de montanhas que serviam para proteger contra qualquer ameaça que por ventura pudesse querer se aproximar.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O homem dos quadros

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O cenário era caótico naquela pequena casa abandonada. As almofadas rasgadas, brinquedos quebrados e com impressão de estarem há muito tempo sem ninguém para utilizá-los. Apenas uma lâmpada estava acesa, mas ela piscava tanto que não demoraria para que a escuridão tomasse conta do lugar. Não era a toa que ninguém jamais ousava a se aproximar do local. Por fora a casa tinha a impressão de ter sido queimada completamente, mas continuava em pé, com o mesmo formato. Era de madeira, estranhamente bizarra, os dois lados do teto subiam desde o chão e se encontravam no topo, formando uma pirâmide, ou quase isso.