quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Graystone #6: Um sumiço

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Os três garotos se entreolharam paralisados, sem saber o que fazer, a flecha enchia a parede com brasas e logo iria tomar toda a cabana com um fogo mortal. Peter tremia e tentava descobrir uma forma de escapar daquele local, agora sombrio. Mas Jeff e Steve não demonstravam qualquer interesse de sair correndo ou o qualquer que fosse suas ações. Era impossível. A morte estava iminente e não havia forma de derrotar um ser tão poderoso como Augor. 



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Graystone #5.2: Tudo estava dando certo... estava

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Eles entraram na pequena casa e atiraram Peter no sofá. Começaram a discutir o que poderiam fazer com ele:

- Olha só, esse menino conseguiu invadir a cidade de algum jeito, pegou essas moedas e agora está dando uma de filho de Augor. Não podemos deixar ele aqui, imagina se o mestre deles descobre o que ele acabou de fazer?


Graystone #5.1: Tudo estava dando certo... estava

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Ele andou, pelas suas contas, uns 10km e se enfiou dentro de uma névoa gigantesca que estava no final da estrada. A cidade tinha apenas uma rua e tudo em volta era exatamente igual ao que ele vira no início do caminho: bares - que agora eram templos -, casas caindo aos pedaços, e aqueles postes com o lampião pendurado. Peter estava pensando que tudo aquilo o deixara louco, mas depois que a névoa se desfez por um momento, ele pôde perceber que nem tudo era tão repetitivo. Havia uma mansão de madeira extremamente podre, ela estava no centro da estrada, o que indicava que era impossível passar para o outro lado a não ser que alguém derrubasse a enorme casa. Seria muito interessante se alguém botasse tudo aquilo abaixo e construísse um prédio ou um parque aquático por ali, mas ninguém devia estar tão interessado.


Graystone #5: Tudo estava dando certo... estava

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Ainda era tarde da noite e Peter caminhava assustado por aquele asfalto desnivelado da desconhecida cidade que aparecera bem em frente a ele. A cada passo que ele dava, mais coisas iam crescendo ao seu redor, como se tudo tivesse vida própria. Olhou para os lados e notou um bar todo iluminado, era a única fonte de luz além dos lampiões dos postes perfeitamente alinhados com a calçada. Passou pela porta giratória de madeira e deparou-se com muitos homens incrivelmente velhos fumando e jogando cartas que ele imaginou não serem comuns nas grandes cidades. Ao chegar mais perto, conseguiu notar que os símbolos nas cartas não eram números, mas tinham o mesmo desenho que vira entalhados na parede de Robert e que não conseguira distinguir o que significavam. Peter tomou coragem e perguntou:

- O que significa esse desenho engraçado na carta?

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Graystone #4: A cidade

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O som havia sido muito forte, e um clarão que faria qualquer pessoa cega em poucos minutos invadiu a barraca onde Peter estava. Ele fechou os olhos e cobriu-os com o travesseiro, mesmo assim era possível enxergar um pouco de luz entre as frestas. Nunca vira nada parecido. Aos poucos foi percebendo que a escuridão voltara e os grilos começaram a criquilar novamente, tudo parecia tão quieto como se nada tivesse acontecido. O garoto, extremamente assustado, levantou-se e abriu o zíper da barraca cuidadosamente, olhou para fora e nada havia, nem mesmo um sinal de Robert por ali.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Graystone #3: Uma viagem que parecia não ter fim

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O sol nem havia aparecido ainda, mas Robert e Peter já estavam acordados para arrumar as malas e partir em uma grande jornada até Graystone. Após ajeitar todos os pertences, os dois foram até a cozinha e prepararam duas xícaras de café sem açúcar e alguns bifes fritos; para acompanhar, um pedaço de pão. Pensando em quão cansativa seria a viagem, fizeram um pouco mais de comida para que pudessem recarregar as energias durante o percurso.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Graystone #2: Esperança

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Então o menino tentara desesperadamente sair correndo, aquele rosto negro, magro, e sem expressão o assustara de uma forma que nunca havia sido antes. Ele caiu, e a queda o fez bater a cabeça fortemente em uma pedra que lá estava, ficara horas e horas desacordado, parado na chuva com o único sangue que ainda restava ecorrendo pelas poças de lama.

Muito tempo depois, aos poucos Peter foi abrindo seus olhos e observou, com uma visão totalmente desfocada, uma casinha aconchegante e com um maravilhoso cheiro de chá e bolos de mel. Foi aos poucos tentando se levantar, porém um homem se aproximou e passou um pano com um odor forte de menta debaixo do nariz do garoto. Imediatamente ele já estava roncando.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Graystone #1: O homem misterioso

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A chuva batia no telhado daquela pequena casa toda feita de barro. O chão, incrivelmente sujo e molhado, mantinha alguns animais impossíveis de se reconhecer. Apesar da forte tempestade que insistia em cair naquele dia de verão, tudo estava extremamente calmo, somente o som abafado de um rádio de pilhas ecoava lá no minúsculo quarto de Peter, que mal aguentava ficar em pé.