Vamos dizer que pelos muitos textos sobre infância neste blog, eu tive uma época boa nos meus joviais anos. Já comentei sobre as aventuras muito loucas que estive presente quando a minha alma de criança ainda refletia, não apenas na mente, mas também na aparência. Vocês aprenderam sobre os meus desenhos favoritos e todas as coisas nostálgicas deste pequeno/grande universo que é ser alguém sem responsabilidades. Mas existe uma história sensacional que eu nunca contei para ninguém, e somente quem estava presente pôde captar já as faíscas de uma brilhante mente que inventou um novo jeito de descer pelo toboágua/tobogã/escorregador, ou o que você quiser chamar.
No auge dos meus 11/12/13/14/15 anos (nem sei qual era a idade), eu passei um dia das minhas férias com a família em um campo, onde tinha uma piscina muito legal feita de tijolos e cimento puro. Não é ironia, era bem legal mesmo. Não iguais essas porcarias que vendem hoje e que são feitas de fibra e plástico. A coisa mais incrível era que, nesta engenhoca, havia um cano que passava por dentro da churrasqueira e, através dela, a água que enchia a piscina ficava quente. Chupa essa, águas termais!
Quando você é criança qualquer lugar que tenha água dentro já é sensacional, e este não foi diferente. Nos primeiros momentos de banho naquele dia eu não estava me divertindo, pois ficar somente parado dentro de uma caixa d'água durante toda a tarde não é a maior aventura que um jovem cheio de energia necessita. Contar-lhes-ei como tornei um dia tedioso em algo extremamente épico:
A piscina era mais ou menos assim:
- De uns 3.000 litros.
- Com um escorregador que passava um cano para dar o efeito deslizante muito mais efetivo.
- Carência de uma boa ideia.
A epifania veio deste que vos escreve. Eu vi uma sacola plástica dando bobeira voando pelos gramados do local e pensei: "qual será a velocidade formulaúnica se eu sentar nisso e descer a ladeira para a vitória?". A resposta: MUITO RÁPIDA!!!!!!!!!
Colocar uma sacola plástica em suas nádegas faz você voar em inimaginável rapidez. Por pouco que não atravesso tudo e vou reto no açude.
Ah, a infância...

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