segunda-feira, 9 de março de 2015

O que eu imaginei ao ouvir o álbum 1989 da Taylor Swift


Não gosto de ouvir música. Mentira, eu gosto de ouvir música, mas não gosto de ouvir toda hora, todo segundo. O problema de fazer isso é que transforma as músicas em apenas instrumentos para distração, e isso me deixa chateado. Para mim, música serve para registrar momentos mentais, criar gatilhos para que a nostalgia apareça, fazer com que diversos sentimentos surjam com ela. Enfim, acho chato ouvir uma música e lembrar de estar entediado dentro de um ônibus.

Dito isto, chegamos na hora de abordar o que exatamente o título deste post significa. Decidi ouvir ao álbum 1989 da Taylor Swift após a avalanche de comentários sobre o quão incrível estava essa obra da música pop. Era "Taylor meu amor", "Taylor minha vida". Pensei: tem algo aí. Obviamente, na primeira vez que ouvi não dei muita atenção e acabei largando, mesmo achando algumas músicas levemente divertidas, mas continuei dizendo que não gostava só para brincar mesmo, não para ser do contra. Acho que cada um é livre para fazer e gostar do que bem entender. Certa feita, porém, coloquei as músicas para tocar em meu computador enquanto esperava a manhã passar - isso foi totalmente oposto do que falei no parágrafo anterior. Mas o que percebi foi: poxa, essas músicas até que são boas. E são.

Não tenho vergonha de admitir que gostei, acho que já passamos desse pensamento infantil de que você não pode gostar de algo porque as pessoas, por algum motivo, vão lhe julgar. 

No meu tédio de uma manhã de domingo, enquanto rebolava mentalmente ao som de Blank Space, comecei a imaginar o que cada música me fazia sentir. Não a letra, mas em qual oportunidade aquele ritmo seria perfeito para uma retrospectiva nostálgica. Eis que a ideia para este texto surgiu.

Não falarei de todas as músicas, mas algumas que se destacaram mais e ainda não deixaram o meu cérebro em paz. 

Welcome to New York:

Sabe quando você quer mudar a sua vida, largar tudo e apenas morar em uma nova cidade? Aquele sentimento de 'eu tenho o poder para fazer isso, que se explodam todas as opiniões'? É exatamente isso que a música me passou. Consigo imaginar facilmente uma pessoa caminhando loucamente pelas ruas molhadas da metrópole, olhando para todas as luzes e cantando o refrão de Welcome to New York. Essa música dá um sentimento de liberdade.

Blank Space:

Aqui temos o caso típico da música que entra naquele vídeo de formatura feito no Movie Maker, quando as pessoas não ligam muito para a letra, mas pelo ritmo. Ela vai ficando cada vez mais divertida com o passar do tempo e dá a impressão de que fotos e pequenos clipes de brincadeiras e festas da turma do Ensino Médio passariam enquanto os alunos choram e cantam na exibição do filme.

Shake it Off:

Essa música vem logo depois de Blank Space no vídeo.

Wildest Dreams:

Falem o que quiserem, mas essa é a melhor do álbum, e é a música que mais me fez imaginar uma situação específica da vida em que tocaria muito no ambiente. Estou falando de um acampamento no meio do nada, enquanto todos ficam ao lado da fogueira e observam as estrelas. Eu estaria mais distante fotografando o céu estrelado e ouvindo a música baixinha desfilando pela floresta. Ouça novamente, apenas o ritmo dela, e me diga se não parece algo de acampamento.

Wonderland:

Odeio ser repetitivo, mas essa música é uma ótima sequência para a nossa cena da fogueira.

New Romantics:

Nessa eu me sinto em um filme dos anos 90 escapando de robôs feitos de latinhas de refrigerante caçando os seres humanos. Ela tem uma batida que emite essa sensação de retrô e coisas muito alucinantes acontecendo.

***

Bem, é mais ou menos isso que eu pensei ao ouvir essas músicas do álbum. As outras não cheguei a me importar muito para poder imaginar exatamente um cenário.

Nenhum comentário:

Postar um comentário