segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Os mundos mágicos dos livros infantis



Na última semana eu perguntei no Twitter se os meus seguidores preferiam apenas contos ou gostariam de ler outros textos neste blog. Como a minha vontade de falar sobre outros assuntos foi grande, e a opinião dos amigos da internet prevaleceu, vou voltar a escrever coisas diferentes, também.

Já que dedico uma boa parte das minhas madrugadas em inventar universos para as minhas histórias, quero conversar um pouco sobre esse tipo de mundo. Nada muito detalhado, mas a razão pela qual eu prefiro sempre inventar diferentes maneiras de fazer os personagens viajarem para lugares desconhecidos e improváveis.

Se você não me segue e, por algum motivo, só me conhece através deste site, não sabe que estou vivendo em uma época de Neil Gaiman. Acho fascinante tudo o que ele escreve, e fico maluco ao ver o quão inventivas são as histórias que ele cria; tanto nos contos de "A Calendar of Tales" como no seu livro mais recente "O Oceano no fim do Caminho". E como já li em vários locais que, antes de encontrarmos a própria maneira de escrever, sempre nos inspiramos em alguém para desenvolvermos as nossas criações, para mim esse autor está servindo como motivador quando coloco as minhas ideias no papel.

Mas, apesar de gostar muito de escrever sobre isso, pensar sobre como as pessoas poderiam acessar universos mágicos incríveis apenas piscando os olhos, em alguns momentos eu canso de repetir esse padrão, porque sinto que possa ser enjoativo para quem lê. Então é necessário alternar, criar algo mais "adulto", desenvolver textos mais sérios, mas no final do dia não são esses que me fazem querer voltar e reler. Porque apenas essas fantasias me fazem sair do quarto e ser transportado para o mesmo lugar onde os meus personagens estão.

Ontem, enquanto escrevia mais um capítulo do meu próximo ebook para o blog (se você não viu o primeiro, clique aqui), apenas percebi que havia passado uma hora desde que tinha começado a escrever, quando parei e verifiquei o relógio. Eu estava tão imerso naquilo que fazia que não lembrava da vida ao meu redor. E isso me deixa extremamente satisfeito ao fazer algo para as outras pessoas lerem.

Outro fator que me fascina é o livro "O Circo da Noite", que não tive muita expectativa quando comecei a ler. Pensei que seria apenas mais um que eu deixaria de lado após um tempo. Primeiro, porque a ideia de circo na minha cabeça é muito sem graça: palhaços correndo no palco debaixo de uma lona com mais de 40ºC no verão. Segundo, porque quem é que vai em circos hoje em dia? Mas isso mudou em um clique quando descobri do que se tratava esse livro. Era como se toda a minha percepção sobre circos estivesse errada desde o início dos tempos, e até fiquei empolgado para ir em um. Infelizmente lembrei que não existem lonas infinitas com nuvens onde você pode pular de um precipício e cair sem se machucar.

Enfim, era isso que eu tinha para compartilhar com você. Se quiser, pode comentar e dizer quais livros também lhe transportaram para outros lugares, e se esse estilo de texto é interessante para a leitura. Caso não quiser comentar, diga-me no Twitter: @jonathanholdorf.

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