sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Na minha cidade ninguém sabe nada


"Opa, cara, beleza?"

"Tranquilo..."

"Certo... olha só, você tem tal produto, que é mais ou menos assim e que faz a seguinte coisa?"

"Não temos, não"

"Hum... beleza. Obrigado".

Anda algumas lojas adiante e faz o mesmo questionário...

"Olha só, acho que isso nem existe, hein?"

E aí o sangue sobe como um vulcão prestes a entrar em erupção.

Eu não costumo reclamar - muito - da minha cidade nas redes sociais. Lá de vez em quando solto algum comentário ofensivo, mas nada que estrague a visão que temos do principal município do Rio Grande do Sul. Não, eu não moro em Porto Alegre. Minha residência situa-se em um terreno no norte deste maravilhoso estado Gaúcho e se configura como "cidade do interior", onde temos o sotaque mais desprezível da história da humanidade. 

Não sei se é só aqui, mas tudo o que eu procuro parece não existir. É complicado até de comprar coisas simples, como um tripé pequeno para microfone. Ou lojas especializadas em determinado material não fazem esforço para conseguir mais produtos, tendo uma vasta linha de mercadorias. Eu sei que você pode falar que na internet é mais fácil, mas nem tudo dá para se esperar semanas até chegar. Digamos que você está com vontade de comer um chocolate de determinada marca, mas não está disponível no local de compra. Com certeza não irá ir na rede mundial de computadores para adquirir uma caixa, né? Até lá a vontade já passou.

Ou você quer tomar um café na rua, mas o pessoal só serve em xícaras, não em copos descartáveis para a viagem. É uma loucura, mas isso existe também. Claro, não agora, porque uma empresa de fast food chegou e matou essa minha reclamação. Vamos tratar isso como mais um exemplo.

É complicado e não sei se estou me fazendo entender... O pior não é quando você não encontra nada, mas quando tenta fazer algo novo, e o povo não quer se acostumar com isso. Pelo contrário, prefere criticar do que apoiar. Isso deve acontecer em vários lugares.

E quando alguém tem uma empresa e acha que só eles têm a capacidade de fazer algo bom e soltam críticas loucas para os seus "concorrentes", que nem fazem cócegas, só para ter aquele sentimento de "olhe como somos bons". Isso os clientes também têm a mania de fazer: "vou em determinado lugar, porque esse tem nome e os outros são umas merdas infinitas. Se eu não conheço, significa que não presta. Se não apareceu na RBS ou no jornal, na coluna social, também não é bom".

Sim, este é um texto de crítica e eu não colocarei os fatores positivos que eu vejo no lugar onde eu moro. Quem sabe um dia farei isso. E pode soar clichê, mas eu apenas gostaria de que todos tivessem oportunidade de viver em um lugar onde as pessoas se apoiam, nem que sejam apenas entre os vizinhos, mas parece que o monopólio dos "grandes" continua difícil de se quebrar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário