quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Dossiê de um rapaz com a mente um pouco fora do normal

Eu curto muita coisa boa. É o que eu penso atualmente, pelo menos. Mas vamos combinar o seguinte: faz mais de dez anos que eu não mudo o meu gosto por música e já tem um tempo que comecei a ler obras incríveis. Porém, infelizmente, devo dizer que nem tudo no meu mundo de entretenimento sempre foi rodeado por textos de qualidade e músicas que agradam os meus lindos ouvidos. Houve, lá no fundo, um Jonathan totalmente problemático e com a mente bastante desregulada. Você quer entrar nos calabouços do meu cérebro? Venha comigo nesta aventura.

Fique atento que o lugar onde você está pisando agora está molhado e com muito cocô no chão. Ao seu redor existem paredes negras, onde gotas igualmente pretas escorrem por seus tijolos putrefatos. Ratos do tamanho de cachorros correm alucinadamente pelas calçadas da beira da lagoa de urina de ácido. E você, caro amigo, precisa escapar daí antes de se contaminar e se tornar mais um membro da minha segunda personalidade que eu consegui prender no meu inconsciente. 

Chega de descrição bizarra e vamos entrar no meu mundo estúpido. Primeiramente, gostaria de avisar que todas estas coisas já foram removidas da minha lista e apenas permanecem sendo odiadas eternamente. Se eu pudesse explicar o sentimento, seria com aquele meme: "OH, GOD. WHY?". Vamos iniciar os trabalhos, então.

O primeiro item do meu fantástico dossiê é algo incrivelmente sensacional, que eu deixei me levar pelo momento, querendo saber qual é que era para todos estarem gostando. Sabe esse fenômeno de "Cinquenta tons de cinza", que todos querem ler e comentar? Então, isso aconteceu com a saga Crepúsculo. Eu ouvia falar, via comentários aleatórios na internet e pessoas indicavam para que eu lesse. Vou deixar claro aqui: eu não queria, mas não consegui deixar de ceder à curiosidade e acabei comprando todos. OBS: ainda tenho eles aqui escondidos. Enfim, para um rapaz com 16, 17 anos, meio fora das ideias e bem perdido na literatura, eu havia achado a narrativa bem envolvente, talvez pela simplicidade da escrita. Foi fácil de terminar. Mas aí eu assisti o primeiro filme e os meus olhos abriram, como se uma faixa preta tivesse sido removida do meu rosto.

Eu não poderia deixar os vampiros escaparem tão fácil, não é mesmo? Eis que vi a propaganda de 'The Vampire Diaries' na Warner e pensei "bem, muitos prometem que será bem diferente do Crepúsculo. Vamos assistir". E eles até fizeram piada com os livros em um episódio, foi bem interessante. Mas é aquela coisa: a série se perde quando fica fazendo festinhas de adolescentes com cara de 30 anos e naqueles namoricos que não levam a lugar nenhum. Sim, 90% é apenas isso. Mas em alguns momentos existem umas histórias bem legais, principalmente quando tem mais violência. Eu continuo assistindo, devo confessar, porque agora já cheguei até aqui... vou levando. Eu chamo essa série de "algo para assistir no sábado de tarde tomando café e não ficar sem fazer nada". Idem com The Big Bang Theory.

Essa você não irá acreditar, caro companheiro, e é aí que a coisa começa a feder. Se o senhor achava que coisas vampirescas eram ruins o suficiente, espere até ler quais as músicas que eu ouvia lá pelos meus 10 anos. Já vou revelar para você morrer de vez: eu curtia KLB. Gostava tanto, que na época teve um concurso de música na escola e eu cantei "VIDA, DEVOLVA MINHAS FANTASIAS". Devo dizer que o público cantou junto, mas não me poupou da vergonha. Ah, e eu também gostava de Leandro e Leonardo, Bruno e Marrone (teve uma época bem retardada, mas acho que isso foi porque as músicas me lembravam da viagem da turma para o Beto Carrero. Isso já passou). E claro, não poderiam faltar os saudosos Sandy & Junior. Tenho discos e fitas desta dupla maravilhosa.

Além de toda essa desgraça humana, tem as novelas, big brother, e todo o inferno que eu me livrei depois de descobrir o mundo da internet e começar a andar com pessoas de bem. O Iron Maiden entrou na minha vida, os livros muito legais e bons encheram o meu cérebro com sabedoria. Infelizmente todos temos um passado no qual não nos orgulhamos, mas qual é a melhor forma de demonstrar isso, senão dizendo para todo o universo que ninguém é perfeito?

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