segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Eu costumava criar pequenas novelas e programas de rádio em casa

Adoro nostalgiar. A maneira mais legal de voltar no tempo - enquanto ainda não temos a sonhada máquina - é relembrar minhas peripécias do passado. Nesta época em que a vida era menos louca que atualmente e, devido à falta do que fazer, meus dons criativos permitiam que eu bolasse personagens, histórias e as transformassem em pequenas gravações cinematográficas com minha super-câmera de fita cassete, aquelas de tamanho menor.

Óbvio que a qualidade era péssima e eu teria muita vergonha alheia se as visse hoje, mas o que importa é o sentimento que permaneceu daquela época que a diversão falava mais alto do que qualquer tipo de amadorismo criado por mim. Mas de nada adianta relatar tudo isso se eu não disser nada sobre aqueles programas incríveis:

A novela - o personagem principal era empregado de um dono rico de uma fazenda. Ele sempre buscava ser amigo deste patrão casca grossa, porém o velhote nem dava bola. Após longos capítulos e tristes histórias, o homem pobre conseguiu a tão sonhada amizade. O detalhe desta história é que eu fazia todos os personagens. Primeiro gravava minha conversa com uma empregada na cozinha, então para cada interpretação eu usava uma roupa diferente da outra. Depois, na conversa final na mesa do patrão, eu me filmava como empregado e depois como chefe, formando o diálogo. Como na época era complicado editar, tinha que, a cada fala, trocar de roupa e falar uma linha ou duas. 

O personagem político - Esse é um clássico e me dá saudade de "interpretar", mas a vergonha é muito maior que qualquer coisa. O nome do cara era "Cholerindo da Salves Dias" e ele era um político que não sabia falar direito. Vestia um terno branco, um chapéu de caubói preto e uma camisa xadrez, também acompanhado por um bigodinho de canetinha. A ideia básica era gravar fazendo propagandas políticas. Tinha até um jingle.

Programa de venda de produtos - Eu pegava uns produtos aqui de casa, tipo uma fonte de água e fazia que ela era milagrosa. Para essa eu usava pessoas para envergonhar também.

Jornal - Talvez tenha sido aqui que eu me confundi no sonho de ser jornalista. Eu botava a câmera na mesa e fazia um "Jornal Nacional", mas ele era mais um vlog, onde eu comentava coisas com a minha opinião mesmo. A vinheta eu fazia com a boca. Risos.

Era mais ou menos isso. Agora, o que mais me deixava faceiro eram os programas de rádio que os meus amigos e eu fazíamos. Hoje em dia aquilo se chamaria podcast, porque a ideia central era a mesma. Nós pegávamos uma fita cassete para gravador de áudio e falávamos coisas engraçadas sobre qualquer assunto. No meio colocávamos músicas e vinhetas inventadas por nós mesmos. Sinceramente, aquilo sim que era uma baita produção. E isso é algo que eu ainda pretendo fazer, só basta encontrar pessoas com vontade.

E aí? Quem mais fazia coisas idiotas, mas que ainda se orgulham?  

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