terça-feira, 7 de agosto de 2012

Se o ser humano pudesse se regenerar...

Existem milhões de teorias da nossa amiga ciência que fala sobre a regeneração do corpo, mas muitas delas levam em conta somente algumas células ou órgãos ou tecidos ou o diabo a quatro. Outras, claro, um pouco menos cautelosas falam que toda a carcaça pode ser trocada, tornando-se uma pessoa completamente diferente. Obviamente estou criando esta ideia aqui no post por causa de Doctor Who e sua incrível forma de trocar o ator principal da série.

O Doctor é um Timelord, ou seja, Senhor do Tempo. Ele corre, mata, morre, explode e voa pelo tempo e espaço com sua TARDIS, uma máquina do tempo no formato das antigas caixas telefônicas de muitos anos atrás lá da Inglaterra. O guri viajante tem um pequeno truque quando está no fim da linha: ele pode trapacear a morte e trocar todas as células do corpo, tornando-se um homem completamente diferente. E esta foi a maior sacada que eu já vi na televisão. Em 1963, quando a série iniciou, um homem bem velho era o titular da papel, porém ele foi ficando muito doente, mas era impossível largar tudo e cancelar o show que fazia muito sucesso. O que aconteceria hoje em dia? Talvez nunca mais ouviríamos falar deste misterioso Doutor. Porém, um gênio teve a ideia de trazer um novo ator, mais jovem, para ocupar o lugar do até então protagonista. Na história ele trocou de corpo, pois a sua idade não aguentava mais tantas batalhas e desafios. E assim foi e continua sendo. Atualmente temos 11 Doutores e muitos mais por vir.

Embasbacado pela grandiosidade do evento ao ver o 9º Doutor regenerar (eu não fazia ideia de que isso acontecia na série. Aliás, um dos motivos que me fez assistir foi saber por que diabos o ator principal mudava). A personalidade dele muda, o seu estilo, seu jeito de falar, somente restando as memórias das vidas passadas. E eu acho que isso seria muito legal na vida real. Claro, não creio que daria muito certo viver assim (ou daria, vai saber).


Fico me imaginando levando um tiro e tendo que ser forçado a regenerar. Tudo o que eu era some e alguém novo chega no lugar. Mas, ao encontrar familiares, amigos, colegas de trabalho, tudo estaria tranquilo. Eu só falaria: "poxa, infelizmente tomei umas balas no coração e tive que mudar. Agora me aguentem." Jogaria fora todas as roupas do armário fora e iniciaria um novo "eu". 

Idem morrer de velhice. Está lá o seu avô/avó nos últimos minutos no hospital, então regeneram e ficam novinhos em folha. Continuarão tendo a mesma vida, os mesmos parentes, mas com um corpinho zero quilômetro.

Veja bem, isso não significa que todos seriam imortais. Ao estar regenerando, todas as células do seu corpo estão mortas, você mesmo está morto, mas reconfigurando toda o seu sistema biológico. O momento desta sua troca de corpo o deixa vulnerável a possíveis ataques de quem deseja lhe matar, por exemplo. Digamos, novamente, que eu leve um tiro e estou iniciando o processo, mas neste meio tempo o bandido dispara outra bala: estou morto. A regeneração termina aí mesmo.

Sei lá, é uma teoria praticamente impossível, mas que fique guardada nos anais deste blog. 

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