segunda-feira, 26 de março de 2012

Pare de ouvir músicas satânicas, seu moleque

A adolescência é algo bonito, tirando as espinhas e a falta de laço. Mas é um tempo em que podemos encontrar o nosso "eu" e dizer mais tarde o quão arrependidos estávamos de fazer tanta merda junta. O período dos 15 anos nada mais é do que o princípio de uma vergonha alheia de si mesmo, se é que isso é possível. E quando estamos nesta época, nos deparamos com alguns gostos duvidosos ou falamos tanta porcaria que preferimos esquecer. Bem, isso não aconteceu comigo.

Mentira, já fiz muita coisa idiota que me dá uma angústia só de lembrar. Sabe aquelas publicações no twitter logo nos primeiros anos da sua conta? Mais ou menos isso. O meu nível de estupidez era tão grande que eu costumava ter um Flogão e seguia meus colegas, porque nada era mais legal que aquilo. Só não fui mais imbecil, porque não comprei a conta que permitia o usuário fazer upload de mais de uma foto por dia. E, cá entre nós, que serviço disponibiliza algo tão retardado quanto esse? Hoje nós publicamos milhões de imagens em uma hora e, na maioria das vezes, são as erradas. Não é por menos que tem tanta gente "caindo na net" por aí.


Mas a vida é assim... muito do que fazemos vem com um certo arrependimento, mas nunca conseguiríamos saber se seria bom ou não, sem tentar. Aí que entra toda a magia de relembrar os tempos de juventude, onde (quase) tudo era possível. 


Eu comecei a gostar de música boa lá com 11 anos, quando Iron Maiden foi apresentado para a minha pessoa. Desde lá, não deixo de ouvir o gênero. Vou confessar que era mais "rigoroso" quanto a estilo musical, hoje sou mais eclético: escuto várias da Donzela de Ferro. Risos. 

Lá pelos meus 15/16 anos eu não era o ser mais inteligente do mundo, ao contrário, era um completo estúpido, bem burrinho mesmo. Não vou dizer que hoje sou um gênio, mas melhorei consideravelmente, sendo que não sinto mais vergonha alheia ao ler textos meus de uns dois anos atrás. Isso já é muito bom. E com essa burrice, a falta de vontade de aprender também é evidente. Eu odiava inglês, por isso sempre recorria aos sites que traduziam as músicas, que ajudaram os meus amigos anti-Iron Maiden criarem um guerra contra o que eu gostava de ouvir. 

"The Number of the Beast" - a música do capeta. Eu não podia mais colocar o CD no Diskman, senão o tinhoso iria me possuir em segundos. E assim foi... todos os dias a galerinha muito louca botava as músicas no letras.mus.br e ficavam chocadas ao ler tamanho culto ao chifrudo.

Não sei se o pessoal se arrepende de tomar atitudes bestas (besta - beast. risos), mas eu posso facilmente comparar esse tipo de ação com outras que eu tomava. Querendo ou não, essas coisas ferem o coraçãozinho de um jovem ignorante.

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