quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Do tempo em que eu me importava com futebol

Houve um tempo em que este que vos escreve era muito, mas muito, mas muito fanático por seu time de futebol chamado Grêmio. Não que eu tenha parado, ainda assisto aos jogos, faço todas as coisas que um torcedor normal faria/faz. Porém, uma coisa me surpreendeu nos últimos anos: o fato de nunca mais ter comprado uma camiseta sequer do time. Nada, nadica, neca de perereca. Vale lembrar que eu adquiria duas ou, pelo menos, uma.

O esporte chamado futebol é apaixonante por toda a magia e surpresa que prepara a cada partida, mas há algo neste desporto que está fazendo eu perder a vontade de qualquer coisa relacionada a ele. Vamos a um exemplo prático do que eu estou falando: quando mais novo, decidi estudar jornalismo para me tornar um grande comentarista esportivo, era o sonho da minha vida. Passava dias e mais dias discutindo com os meus queridos colegas sobre o fantástico mundo do ludopédio. Os meses passaram, os semestres acabaram e eu fui me desinteressando. De uma hora para outra não queria mais nada sobre isso, nem ao menos continuar na faculdade. O resto da história os amigos leitores conhecem.


O mesmo aconteceu com o fato de comprar camisetas. Perdi a vontade de gastar (muito) dinheiro com tais mercadorias, e as antigas ficaram estocadas no armário, pois já não me servem mais. Talvez isso seja algo bom, não precisar sofrer ou morrer de tanto nervosismo a cada jogo. Tenho o futebol como um dos principais hobbies, mas não o levo como uma filosofia de vida. A partida terminou, tudo continua normal, o que não ocorria há uns dois anos, quando eu ficava horas revoltado com uma derrota.

Isto pode ser passageiro ou pode ser para sempre, porém ainda não decidi qual dos dois modos eu gosto/gostava mais de ser: o fanático ou o tranquilo.

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