terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O velho erro de ler e não pesquisar: mataram o Chaves

Êlaia o Facebook. Bendita rede social que nos traz tantas alegrias dia após dia. A putaria do momento foi inventar a morte do querido, imortal, sensacional Chaves. Milhares de mensagens desejando força para a família, chorando perante ao túmulo virtual do amigo da vila e morador do número 8. A comoção foi tão grande que, quando eu vi, tive de ir procurar para ver se era verdade. Com uma pulga atrás da orelha, já que a fonte não era a mais confiável do mundo, fui até os maiores sites de notícia para ver se tínhamos algum "URGENTE" estampado na capa. O que achei: nada.

Trouxe os meus botões para perto de mim e pensei com eles: "a notícia deve ter sido tão instantânea que só deu tempo de alguns inúteis criarem imagens para o Facebook, vou esperar um pouco para ver se sai algo mais tarde". Mas antes de esperar, exerci o meu falecido espírito jornalístico e procurei pela busca do twitter algo referente ao batimento de botas do escritor. Eis que digito nos espaços em branco: "Chaves morreu". As únicas coisas que estavam publicando eram notícias de uns três anos atrás que "desmentiam" uma antiga passação desta para uma melhor. No fim, tudo um bando de chupa prego querendo tocar fogo no barril.

Algumas horas tiquetaquearam e fui novamente ver como estava o alvoroço com o nosso defunto recém criado. O Facebook permanecia em polvorosa, eu podia ver as lágrimas escorrendo pelo monitor do meu computador e até ofereci um lenço online para tais almas entristecidas. Ainda cético, me deparei com uma incrível atualização: "Roberto Gómez Bolaños desmente sua morte no twitter":
Mas olhem só a surpresa: uma galera do site que noticiou isso não pesquisou o bastante para ver que o perfil era fake e que tem apenas 4.000 seguidores, sendo que o verdadeiro tem mais de 3 milhões. Aí entra tudo o que eu "aprendi" na faculdade de jornalismo. Mentira, na verdade percebi isso desde que sou um pequeno feto: jornalista (ou pseudo) que não tem certeza, também não publica. Cavar fundo e explorar a verdade até ela gastar é um dos princípios básicos desta profissão. Acho que a galera jogou os livros no lixo.

No fim das contas o cara continua vivo e se (que nunca aconteça) ele vier a falecer, bem, este texto fez o papel de informar enquanto ele ainda estava por este mundo e inventavam sua morte. Fica o conselho deste que vos escreve: nunca acredite em informação vinda do Facebook, porque daqui uns dias você poderá ver a sua cara em uma imagem falsa e acabar caindo.

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