terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A Cracolândia da Internet

Vasto mundo que é este da rede telemática internacional que une computadores de particulares. Conseguimos nos comunicar, ler, assistir, ouvir e até mesmo usar um ventilador online. Tudo está ali, o mundo está inserido neste local. É como se o universo tivesse sido reduzido em um grande servidor e você pode encontrar qualquer coisa. Precisa ir para o espaço? Ou talvez visitar a lua? Basta pesquisar no amigo Google. Nada de foguete, nada de dinheiro gasto. Você está ali e pode ir para qualquer outro local. É só pedir, sem a limitação de três desejos.


A internet mudou as nossas vidas, nos mostrou todo um novo modo de ver as notícias e de conversar com os nossos amigos. Com ela nós nos aproximamos de quem estava longe e nos distanciamos de quem estava perto. Brigamos, argumentamos, nos desculpamos. É a matrix, o local onde, através de uma máquina, podemos controlar outra pessoa, podemos mudar quem está do outro lado. Pois você, mesmo querendo mostrar que a sua personalidade é inalterável, você sabe que sua forma de comportamento muda, mesmo que por um pouco. Na internet você é uma máquina controlada por você mesmo.

Isso tudo pode parecer estranho, lunático, fora das ideias, mas é uma incrível realidade. Eu, por exemplo, tenho muitas particularidades que mostro na rede que poucas vezes demonstro na "vida real": reclamo bastante, mesmo sendo só para ver o circo pegar fogo, pois não estou nem aí para a maioria dos assuntos. Isso é algo que eu pouco faço, não sou de encher a paciência dos amigos reais com os meus pensamentos aleatórios; gosto de conversar bastante, interagir com os meus seguidores no Twitter, o que provavelmente não faria pessoalmente. Sejamos francos, quem falaria tanta abobrinha para um público de mais de 400 pessoas e ainda sairia imune a isso? Ninguém. Se você der uma pisada na jaca naquele universo, poderá ser  "zoado", mas você desliga o seu computador e continua uma vida normal. Nada muda neste lado da matrix.

E por que comentei tudo isso até agora? Pois quero lançar uma categoria que eu mesmo defini em apenas cinco minutos, ou seja, não pensei em nada disso. Denomino como "Cracolândia da Internet", somente por falta de título melhor. Todos conhecem a famosa "cidade" chamada Cracolândia. Lá ficam os mais loucos e esquecidos cheiradores, fumadores e sei lá mais o que da sociedade. Lá o bagulho fede. Lá o bicho pega. No nosso lado virtual também é assim, temos o lado podre, a coisa que é melhor ser deixada de lado, o furúnculo das redes sociais, o berne da sociedade digital, enfim... quem vive neste bairro da internet mostra-se diferente, muitas vezes estupidamente inoportuno. Eis as categorias:

Comentaristas (chatos) de vídeos do YouTube: estragam o que poderia ser um dos melhores locais para entretenimento e criação de toda a existência humana. Eles botam a pessoa no chão, que a faz se desconectar de tudo o que era bom, sem ao menos deixar tentar fazer algo diferente.

Participantes de sorteios em Redes Sociais: Quem nunca quis ganhar algo, não é mesmo? Mas este grupo não só QUER ganhar, como se sente na obrigação de vencer. É um vício, eles não podem deixar de participar de um sorteio sequer, nem que seja de um chinelo de dedo. Amigo e amiga, eu já vi neste mundo muita coisa bizarra que chega a ser deprimente.

Perdedores de sorteios: São até piores do que os anteriores, pois eles reclamam de qualquer coisa. Ficam com olhos de Sherlock Holmes para tentar encontrar UM ERRO sequer na promoção para se acharem no DIREITO de vencer. Porém não entendem que, o fato da empresa dar algo para seus seguidores, é um agrado e agradecimento por serem tão fiéis. Mas vira uma briga. Comparando a grosso modo: uma disputa para quem pega o maior pedaço do bolo de aniversário de São Paulo.

"First" em blogs: Essa raça existe há muitos anos, quem sabe será extinta com o tempo, mas permanecem vivos. O conteúdo do site pode ser sensacional, mas eles só brigam pelo primeiro lugar. É a vitória do controlador da matrix.

Se você chegou até o final deste texto significa que você está fora desta categoria. E se você nem sequer leu a primeira linha, bom, provavelmente nem nesta você está. Então, peço para que reflita sobre o que acabamos de aprender hoje e comente se você acha que existe algo a ser acrescentado. 

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