quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A triste história de um homem chamado Revisnaldo

Suspeito de que não poderia descer as escadas, Revisnaldo ficou sentado em sua cama durante toda a noite, acordado, pensando, tremendo, suando. Não era uma das pessoas mais corajosas do mundo, quem dera fosse. Para tomar água, ele levava o copo até os médicos ou para alguém fazer exames e aprovar que ele bebesse, pensava que tudo tinha veneno. Além de medroso, ele era muito metódico, tudo precisava ser do jeito dele, uma poeira fora do lugar o tornava o maior assassino do universo.

Revisnaldo corria na praça todos os dias, mas sempre estava dentro de uma bolha gigante super-hiper-mega protetora que nenhum ser humano ou extraterrestre poderia entrar. Revisnaldo tinha sérios problemas. Ele não procurava ajuda psicológica, ele era o próprio psicólogo. Ao contrário do que você pensa, o homem se formou na faculdade. Revisnaldo era muito inteligente.


Um dia uma bela moça de cabelos ruivos se aproximou da bolha de Revisnaldo. Ela sentou em um banco e começou a conversar com ele:

"Oi, meu nome é Gillia e o seu?" - sorria.

"Rev...Rev...Revs" - O pobre Revisnaldo era gago.

"Reverson? Reversialdo? - a moça tentava o ajudar.

"N...nã...nã" - se esforçava.

"Hum...Revisnaldo?"

Ela havia acertado. Nunca ninguém na história da vida do nosso querido personagem tivera conversado com Revisnaldo, muito menos acertado o seu repetido nome. Ele estava nas estrelas, estava na lua, estava em uma...bolha? Naquele momento ele percebera o quão idiota parecia, pulou pela tampa superior e foi de encontro da moça bela.

Ao se aproximar, lascou-lhe um beijo e saiu correndo como uma criança quando ganha um pirulito de tutti-frutti. Chegou em seu apartamento, abriu a porta e caiu duro no chão. Revisnaldo fora envenenado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário