segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Nós já fomos crianças

Ainda me lembro do tempo em que eu ficava esperando receber um presente do dia das Crianças, nem que fosse apenas um boneco dos Power Rangers que trocava de cabeça. A sensação de ganhar algo nessa data era tão importante quanto aniversário e/ou Natal. Não sei como funciona hoje para os pimpolhos, que devem abrir muito contentes as caixas de Playstation.

Posso afirmar que nós, pequenos seres humanos dos anos 90, vivíamos em um mundo que buscava muito mais a imaginação do que apenas receber tudo pronto em aplicativos de smartphones. Não que eu não goste da tecnologia, longe disso, eu apenas acho que, para brincar, ainda deveria de existir um certo limite. Voltando ao assunto. Quando crianças, nós buscávamos inventar nossas próprias histórias e interpretar nossos próprios personagens, defendendo com todas as nossas forças o lado das batalhas que escolhíamos. Era uma realidade totalmente diferente, e ficávamos presos nela até a hora da nossas mães nos chamarem para que fôssemos tomar banho. 

É muito mais fácil, hoje, dar um iPad para alguém e poupar com gastos em brinquedos que só servem para encher a casa de porcaria. Se o Angry Birds me tira horas, imagina para alguém com cinco anos. Não vou dizer que ficaria triste se tivesse esse brinquedo em mãos naqueles tempos, mas acho que não trocaria por nada as experiências e arranhões que ganhei ao cair das árvores.

Não vamos combater a violência infantil quando trocamos o avatar do Facebook ou Twitter por uma foto de desenho, mas pelo menos podemos voltar um pouco no tempo e ter a sensação de que tudo valeu, e muito, a pena.

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