segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Não é fácil ter sobrenome difícil

"Por favor, eu preciso do seu nome e sobrenome para concluir este formulário". A frase mais marcante na vida de todas as pessoas do universo que tiveram, têm, ou terão um sobrenome difícil. Você nem diz a palavra completa, já começa soletrando. Todos lhe olham com uma cara de "Por que diabos ele está fazendo isso? Aqui não é o programa do Luciano Huck". Amigos e amigas, leitores e leitoras, brothers and sisters (irmãos e irmãs, pros leigos), como nós temos uma vida difícil.

Todo e qualquer ser humano existente na Terra tem um nome e um sobrenome. Estes são os principais meios de identificação da nossa raça, e o jeito mais fácil de assimilar uma pessoa ao que ela representa. Muitos de nós temos o mesmo nome, e isso em um grupo de pessoas pode dificultar a comunicação, por isso os sobrenomes estão aí, além de serem as marcas registradas de cada família. 

O sobrenome pode ser usado de muitas formas: alguns tomam ele por apelido, isso acontece muito entre amigos; Para outros serve como um passaporte para outro país, desde que tenha origem em tal local; Uns só querem ter parte na herança.

Mas também nos deparamos com certos problemas quando o nosso último nome é muito difícil de pronunciar e/ou escrever. Quantas vezes eu precisei atender o telefone e responder: "Eu me chamo Jonathan Holdorf" - "Jonathan, o quê?" - "Holdorf. H-O-L-D-O-R-F". Pior quando não sabem que meu nome tem TH e que não é Jonas ou Jonatas ou Dionatam. Por favor, ele é a forma mais comum de escrever Jonathan, o resto é derivado.

E isso não acontece só no telefone, é em todo o lugar. Não que eu reclame, já me acostumei, e ter sobrenome legal é muito mais interessante do que os comuns. Nada contra também.

Uma vez já pediram se "Holdorf" era mesmo meu sobrenome, porque soava como um Lorde muito antigo que estava chegando para governar o Reino Unido. Só para vocês sentirem a força e o poder.

2 comentários:

  1. Roberto Biluczykoutubro 03, 2011

    O meu eu nem sei mais pronunciar para se fazer entender. Só soletro. Consoantes assustam as pessoas.

    ResponderExcluir
  2. Lendo sobre isso a gente até dá risada...

    No meu caso, 90% das vezes que tenho que soletrar o sobrenome a pessoa acaba perguntando: "Esse sobrenome é Russo?". (O sobrenome é Polonês, mas ninguém acerta. Sempre chutam "Russo" ou "Alemão" HAHA)
    Mas enfim, boa a ideia de descarregar o estresse sobre o assunto num texto, ficou bom!

    ResponderExcluir