quarta-feira, 20 de julho de 2011

Graystone #3: Uma viagem que parecia não ter fim

O sol nem havia aparecido ainda, mas Robert e Peter já estavam acordados para arrumar as malas e partir em uma grande jornada até Graystone. Após ajeitar todos os pertences, os dois foram até a cozinha e prepararam duas xícaras de café sem açúcar e alguns bifes fritos; para acompanhar, um pedaço de pão. Pensando em quão cansativa seria a viagem, fizeram um pouco mais de comida para que pudessem recarregar as energias durante o percurso.


Antes de partirem, Peter andou um pouco pela casa do homem misterioso que lhe buscara no dia anterior. De madeira, a pequena cabana era muito bem construída e cheia de detalhes artísticos nas paredes: desenhos e signos que o garoto fora incapaz de entender. A casa não tinha quartos, portanto eles dormiam em dois sofás-cama colocados no canto da sala.

Após um pequeno momento distraído, Peter viu que Robert já havia arrumado tudo na frente da porta, apenas aguardando o menino para começarem a caminhar. Ao sair, ele notou que estavam rodeados por enormes montanhas e que a única casa era a que ele havia passado toda a noite anterior.

Caminharam o que parecia ser pelo menos uns dois quilômetros até a primeira parada para descansar. Sentaram e tomaram um pouco de água. Peter já não estava mais tão animado com o passeio, pois o homem ao seu lado não falava nada e não dava nem uma dica sequer sobre quanto faltava até chegarem ao destino.

- Vai demorar muito para chegarmos? - perguntou.

Sem responder, Robert levantou e continuou andando. Até aquele momento, ele não mostrava sinal de cansaço e parecia que recém havia acordado depois de umas dez horas de sono. Tinha momentos que ele até ensaiava uma corrida, porém percebia que sempre deixava o garoto para trás.

O sol já começava a se esconder, e assim era necessário montar as barracas para que pudessem permanecer ali durante a noite e continuar o infinito percurso na outra manhã. Depois de tudo estar pronto, os dois entraram e prepararam o resto da comida que sobrara do lanche da tarde. Não conversaram, não fizeram nada de anormal, apenas comeram e foram dormir.

No meio da noite, Peter acordara e olhara ao seu lado sem ver qualquer coisa, não havia sinal de Robert e nem luz lá fora. Sem saber o que estava acontecendo, o garoto ficou encolhido em seus cobertores, quando um barulho ensurdecedor tomou conta do lugar.

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