sábado, 10 de julho de 2010

Leitura e um pequeno bebum

piá
Estava sentado em meu veículo automotivo enquanto lia as aventuras de Arthur e Ford Prefect em “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. Aguardava meus pais virem para nos dirigirmos de volta ao refúgio em que vivo. Eis que ao entrar no clímax da história, rodeado de emoção e comovido com a tristeza e luta de Arthur Dent, aparece um pequeno rapaz de uns nove anos de pura experiência de vida, que infelizmente resolveu puxar assunto. Sob estresse permanente por causa da interrupção de minha leitura, fico olhando para aquele menino que fala sobre carros, tratores, motores, coisas que com certeza eu não entendo e não tenho a mínima vontade de entender. Falam que brasileiro é apaixonado por carros, acho que não sou brasileiro então.


O garoto narrava com entusiasmo suas façanhas de um grande motorista pelas colônias do interior de Erechim. Continuei olhando para o mini-aventureiro e respondia somente com os meus “sim”, “é”, “verdade”, “aham”, coisa típica de alguém que não está interessado no assunto, mas que ninguém nunca consegue perceber.
Porém, em meio a tantas palavras ouço uma frase que realmente me chamou a atenção: “quando a gente coloca o primeiro gole de bebida alcoólica na boca, não consegue mais parar”. Minha primeira reação foi: WTF?
Ou eu estou ficando velho demais, ou as crianças do nosso mundo não têm mais noção dos seus ridículos atos, achando que com eles vão se sentir os “reis da cocada”. Pode até falar que dirige sei lá o que no meio dos matos, mas me falar que bebe demais e que mistura martini com o cacete a quatro? Por favor, será que eu estou ficando maluco? Ou será que eu achar isso o cúmulo da falta de cérebro é muita breguisse minha?
Às vezes eu começo a me sentir um estranho por aqui, por não entender tanta merda unida. E olha que nem vou falar nas pessoas arco-íris que circulam por aí.
Enfim, é somente uma indignação de alguém que teve uma infância alegre e sem ficar querendo pagar de malandrinho.
O que importa de verdade nisso tudo, é que o menino não dirigia seu tratorzão completamente alcoolizado. Ufa, imagina se ele para em uma barreira policial?

3 comentários:

  1. Na minha época não existia isso, e olha que só tenho 16 anos...

    ResponderExcluir
  2. Acho ridículo essas crianças que bebem pra aparecer e ficam se achando o máximo por isso.

    =/

    ResponderExcluir
  3. A gente precisa aplaudir nossos pais (ou criadores) pelo ótimo trabalho desempenhado. E olha: eu tenho medo de ser pai um dia, porque não deve ser tarefa fácil.

    No caso desse garoto, eu não consigo nem imaginar como deve ser o naipe dos pais. Isso se ele tiver família... Poxa, ridículo hein! Acho que eu também ficaria perplexo. Melhor a caretisse e a breguisse.

    ResponderExcluir