segunda-feira, 28 de junho de 2010

O futebol e sua inexplicável essência

Uma grande parte da minha vida (até meus 10 anos, mais ou menos) foi de ódio e pavor de qualquer tipo de jogo de futebol. Eu olhava para aquela televisão, meu pai assistindo e não conseguia entender de onde diabos ele achava graça em 22 caras correndo atrás de uma bola. Devo admitir também que nunca fui um craque dentro das quatro linhas, mas isso é não vem ao caso.
Eis que um belo dia ganhei de um primo meu o FIFA 2004 para computador e comecei a jogar. Foi rápido para entender as regras e começar a ter aquela paixão maravilhosa que todos têm por este esporte. Conheci Zidane, Figo, Ronaldo, Cambiasso, Raúl, daquele galáctico Real Madrid. Entendi o impedimento, embora meu pai já tivesse me explicado e eu compreendia boa parte dessa regra.



Ali, em um simples jogo com gráficos limitados e jogabilidade um tanto quanto engraçada que eu criei o amor pelo futebol. Já torcia pro Grêmio, assistia aos jogos, só do tricolor mesmo. Mas depois de conhecer realmente e entender o sentido desse esporte comecei a ver diversos campeonatos, jogos. Tudo. Virei um maníaco.
E é essa essência que todos sentimos quando começa uma Copa do Mundo. Todos se amam, todos torcem, compram vuvuzelas, fazem barulho, xingam, se abraçam, se reúnem em várias pessoas para ver a seleção jogar. Acordam às 8:30h para assistir Eslovênia x Argélia. Loucura? Sim, completa.
Agora quem não consegue entender como alguém não gosta disso tudo sou eu. Olho para os rostos indiferentes quando discutimos táticas, transferências, gols anulados, e não admito que alguém possa não gostar de algo tão contagiante.
Futebol envolve todos os sentimentos: amor, ódio, alegria, tristeza. Serve como terapia quando o time adversário perde. Nos deixa em profunda depressão quando o nosso time fracassa. Mas continuamos firmes de olho nos jogos, porque não conseguimos nos desligar dessa paixão inexplicável.

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